Como já é do conhecimento geral, o ano de 2008 foi declarado, pela
UNESCO, o Ano Internacional das Línguas. Mas, antes disso, já alguns
vinham alertando para o desafio das línguas. Isto por se tratar de
facto de um interessante desafio a que não devemos virar a cara, mas
sim enfrentá-lo. Aprender línguas não é tarefa fácil, mas, para quem o
consegue, é muito gratificante. É através delas que se veiculam todos
os ramos de conhecimento e é por elas que, nacional e
internacionalmente, flui toda a informação. Por isso se diz que as
línguas são um tesouro da humanidade. No entanto, sendo o domínio
linguístico muito importante para que todos os seres humanos se possam
comunicar, muito importantes também são os rápidos instrumentos que
hoje veiculam a informação à velocidade da luz, donde se destaca a
veloz Internet.
Mas, se o domínio linguístico, com a ajuda das telecomunicações, já
muito facilita os contactos entre os diferentes povos da Terra, o que
muito contribui para o bom entendimento, para a harmonia, para a
justiça e para a paz, melhor virá a ser quando houver mais facilidade
no ensino de línguas. Isto será bem possível; só dependerá dos
governos, dos alunos, dos pais dos alunos e de um pouco mais de
democracia no ensino.
Não quer isto dizer que se tenha de abandonar o sistema actual do
ensino de línguas. O que será preciso será apoiar o que de novo já
existe neste campo e isto é o que já vai sendo feito. Alguns
municípios, desde há 4 ou 5 anos para cá, vêm dando algum patrocínio à
cultura da Língua Internacional Esperanto. Um caso exemplar é o do
município de Herzberg, na Alemanha e, segundo parece, futuramente
outros lhe seguirão o exemplo. No passado mês de Abril também a
Comissão Europeia deliberou dar apoio ao movimento esperantista na
Europa e, para tal, aprovou uma subvenção de quase 56 mil euros para a
Europa Esperanto-Unio (União de Esperanto Europeia), com a finalidade
de custear em 80% as despesas de funcionamento daquela organização
cultural . Hoje a Língua Internacional Esperanto, mesmo quase só por
iniciativa popular, está a ter um incremento impensável há uns anos
atrás. E porquê ? Por ser muito mais fácil de se aprender do que
qualquer outra língua e porque a Internet tem contribuído muito para o
seu uso, divulgação e expansão a nível mundial. Estamos num país muito
católico, mas ainda não vimos bem os bons exemplos que nos são dados
pelo Vaticano sobre esta questão. A língua Esperanto é a única, das
línguas planeadas, que está oficialmente reconhecida pelo Vaticano como
língua litúrgica e é usada todos os anos pelo Papa, a par de outras
línguas, quando ele dirige a sua mensagem “urbi et orbi”, a Roma e ao
mundo, por ocasião da Páscoa e do Natal. A Rádio Vaticano transmite
programas em Esperanto três vezes por semana que podem ser ouvidos
pelos processos tradicionais de radiodifusão, por via satélite e pela
internet em: http://www.radio-vatikana-esperanto.org . É também a
partir de Roma que é publicada a revista “Espero Katolika”, Esperança
Católica, totalmente escrita em Esperanto. Outras estações de rádio
também transmitem em Esperanto como, por exemplo, a Rádio Pequim,
diariamente. Inúmeros periódicos são publicados por todo o mundo nesta
língua, não ficando Portugal de fora. Cá, temos também a bela revista
La Karavelo, A Caravela, uma revista literária mensal que divulga a
literatura de língua portuguesa, através da língua Internacional
Esperanto, por todo o mundo. Esta revista pode ser baixada no portal:
www.esperantopt.com e podem ser pedidas informações, em português ou em
esperanto, ao seu redactor pelo endereço electrónico
lakaravelo@gmail.com . Portanto, para quem gosta e para quem precisa
mesmo de comunicar a nível internacional, há hoje bons instrumentos
para o poder fazer e, para isso, esta língua desempenha já um papel
notável.
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